A Bolha de uma delicada relação

Juan Antônio Maria Helena Barcelona
21/11/2008

A Bolha de uma delicada relação

The Bubble

 

 

A Bolha de uma delicada relação

 

Ontem falei do filme “A bolha” – The Bubble – , pois trata-se do mesmo tema do post anterior: a luta (idiota) entre palestinos e judeus.

O filme em si é uma tragédia shakesperiana, se é que podemos usar o termo para um relacionamento gay. No entanto, pode ser fazer uma alusão claramente ao clássico , pois, de fato, são duas pessoas de famílias diferentes que possuem crenças diferentes e que se matam por essa diferença.

Eu, particularmente, gostei do filme porque eles fazem uma menção a Cris Lowe dos PetsShop Boys. E como é sabido, sou fã número 1 deles.

The Bubble é uma tentativa de mostrar ao ocidente – e a eles mesmos – que há uma possibilidade de coexistência pacífica se uma das partes intenciona fazer o bem.

O filme é mais uma iniciativa polêmica do cineasta israelense Eytan Fox que fez “Delicada Relação”.

Noam é um balconista israelense que se apaixona por um palestino chamado Ashraf.

O filme mostra também a rotina das pessoas que vivem em Tel-Aviv. Razão pela qual o título bolha é a melhor definição da liberdade vigiada em que vivem. As fronteiras são reforçadas pelo exército que limita e entrada de palestinos e monitora esse fluxo. A cena inicial do filme revela esse aspecto militar de forte dosagem preconceituosa.

A bolha , na verdade, revela uma população com forte carga cultural, inclusive de intenso teor histórico. No entanto, parece viver num mundo capitalista de forte influência americana.e que vive sempre alerta ao sinal de qualquer atentado que venha reforçar e enfatizar as diferenças culturais e religiosas. Essa idéia de “aculturação” se avoluma com a rotina dos cafés.

Uma festa convida a todos que se conscientizem e que celebrem a paz. A festa é a beira da praia – revelando aí a beleza natural de Israel. A rave é o ponto de encontro regada com todos os liberdades ocidentais , recheada de ingredientes musicais embriagantes típico dessas festas.

Mas como em toda tragédia a morte está em volta dessas estórias.

Aquestão das diferenças religiosas é muito forte- talvez mais forte que o próprio amor-,como se fosse uma força determinista que desde o começo já predestinasse o roteiro de suas vidas.

O filme tem um forte apelo para a convivência com paz mas- inclusive deixa a mensagem de que Israel é mais propenso a isso- mas não consegue fugir do determinismo óbvio. O suicídio de Ashraf é a denotação da complicada relação entre palestinos e israelenses.

 

 

 

 

 

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