Juan Antônio Maria Helena Barcelona

A Bolha de uma delicada relação
21/11/2008
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21/11/2008

Juan Antônio Maria Helena Barcelona



 


 


Juan Antônio María Helena Barcelona


 


A mais nova “película” de Woody Allen é ambientada na agitada e cosmopolita Barcelona. O filme tem o título que primazia duas personagens na estória: Vicky e Cristina. No entanto, as atuações parecem bastante aquém para o nível tão elogiado dos filmes de Allen.


De fato, as atrizes são razoáveis , principalmente a que faz o papel de Cristina. O olhar perdido de um adulto-adolescente – ainda confusa com sua sexualidade -, e repleto de irresponsabilidade compõe bem o personagem de Cristina- muito certa daquilo que não quer. Mas em relação ao amor ainda vacila em concretizar sentimentos. Por essa razão, e mais ainda caracterizada no final do filme, Cristina tem seu olhar bastante convincente de sua pretensa irresponsabilidade pueril. Para aqueles que gostam de nomes , não sei que atriz se trata, mas já fez bastantes filmes.


Javier Barden e Penélope Cruz merecem menções mais apuradas.


(…)


Já a outra atriz- que interpreta Vicky- é a que tem a personagem mais rica do ponto de vista psicológico. Porém não desenvolveu uma atuação significativa. A mulher que traiu o quase noivo se envolve numa dinâmica tão inerte que descaracteriza a real situação do que deveria ser. E , infelizmente, a personagem não vive o conflito. Parece mais uma decisão de qual roupa usar para uma cerimônia do que uma tomada de atitude que pode mudar o curso de sua vida e toda sua felicidade. A personagem vive um dilema difícil e a atriz parece demonstrar que apenas tem uma dor de cabeça.


Javier Barden rouba a cena. Tenta ser um Don Juan, mas sua pinta de galâ não subsiste. No entanto, com todo o charme que envolve os poetas, boêmios e o pano de fundo Europa, não há como resistir aos galanteios de um “bom vivant” em plena Barcelona de Gaudí. Mas em que pese toda a ausência de beleza, sobeja o charme do pintor Juan Antônio que consegue conquistar até mesmo a mais relutante das duas jovens: Vicky. Esta, quase noiva, não pode resistir aos bons vinhos e aos irrecusáveis galanteios. Javier ou Juan – parece até que se confundem, uma vez que os latinos despertam a libido – não tem limites para suas conquistas. Sua abordagem é direta e provocante, fato que conquista Cristina logo no primeiro colóquio.


Deve se dar o crédito a todo o charme que envolve a Europa. , outro país , outra língua.Tudo isso cria certa magia que permeia as personagens de forma a experimentar o convite de Juan , uma vez que a “vida passa rápido” e deve-se” carp diem”. Talvez esse seja o mote , a força motriz que impulsiona todas as personagens, mas que no fundo elas apenas vivem uma experiência fantasiosa da frugalidade que certas coisas devem ser levadas a sério:como relacionamentos e sexo.


(…)


Penélope Cruz parece ela mesma -pelo menos acho que ela seja assim No momento em que aparece lança sua beleza e sensualidade traduzidas num espanhol verborrágico e charmoso ao mesmo tempo.


Mas María Helena também vem com toda sua loucura e com um beijo lésbico bem despretensioso. Mas ela é o componente que faltava para o filme. Talvez os papéis deveriam ter sido trocados , mas Penélope não faria uma autêntica americana. Talvez os outros deveriam ter sido trocados. Mas de volta a Maria Helena,  o par está completo. As atuações de Javier e Penélope dão cor e vida ao filme e de certa foram representam os traços dos artistas – pintores- que são: traços sôfregos e caóticos.


(…)


E como um bom filme o destino dos personagens fica a cargo da platéia.


3 Comentários

  1. Jose Antonio disse:

    Sou suspeito por ser fã incondicional do Allen,mas este filme,como Poderosa Afrodite,é um encontro das peças da vida em algum momento em que elas são aproximadas por um encanto secreto.

  2. Itamar Matos disse:

    Putz, amigo! O filme saiu das salas e eu não vi… só tenho a lamentar. Falando nisto já vistes MILK? Não perca! Hugs,

    • robertomuniz disse:

      Amigo, eu já o assisti. Você não pode acreditar o quanto Sean Pean está irreconhecível. Não parece ser ele. Ele mereceu o Oscar. Você DEVE assitir ao filme. Vale a pena.
      E enquanto você não o assiste, dá uma olhadinha no meu post sobre o MILK. Depois comenta.
      Forte Abraço!

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