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04/12/2008

Poucas Palavras Sobre a Derrota

 

É lugar comum falar em vitórias utilizando o viés contrário que é a derrota.

Mas nunca foi dado o devido valor a derrota.

A derrota é apenas a prorrogação de uma festa com data certa e realização imprevisível. Não é apenas a antítese da vitória. A personagem da derrota tem mais a ver com a posição que devemos tomar em relação da vida diante da existência dela. Na verdade, já se foi dito também que se aprende com a derrota. Mas, assim como na lingüística não existe o erro; para a casuística a derrota é apenas uma evolução de um aprendizado não padrão. Portanto, seria um esboço ainda em estágio prematuro que , com o tempo- e devida medida de paciência e temperança- costuma-se evoluir em fases subseqüentes de recompensadora alegria.

Para mim mesmo, falar sobre isso soa como um mea culpa de ainda não ter logrado êxito em concurso público de alto cargo. Parece também um discurso antecipatório para derrotas recorrentes que utiliza o recurso da crítica para a redenção dos críticos. Decerto deveria ser uma resposta pronta para todos aqueles ; mas não somente eles, e sim a todos aqueles que criam certa expectativa em torno do sucesso e fracasso dos outros. E por falar nisso, devo ter um monte de inimigos que espreitam, pela fresta, o momento de uma possível lágrima derramada. Mas como num pedido guardado num patuá, também tenho minhas mandingas e sempre rezo para a felicidade dos meus contrários. Ademais , minha inclinação espírita, ensina a como bem rezar e como bem conduzir problemas dessa seara.

(…)

De volta ao assunto…

Nesse ajuste de graduação de expectativas alcançadas, a existência da derrota é importante mola mestra para o escopo final. E para aqueles que não sabem,  o Itamaraty é o ponto final, o escopo, o porto seguro, a meta final. Portanto, há muito para eu aprender ; muito a que preparar; muita leitura a ser feita. Especialmente as leituras. Preciso muito das leituras que ainda aperfeiçoarão minha redação, meu arcabouço de conhecimentos necessários para desenvolver trabalhos nesta área. Ainda me carece de uma formação mais aprofundada em economia e geopolítica.

Nesse caminho que costumamos chamar de derrota, encontramos certo fôlego para a mudança e nos imbuímos desse gás para continuar tentando.

(…)

Hoje acordei um pouco descontente com mais uma derrota, que me deixou cabisbaixo e descrente no meu próprio valor. Isso quer revelar que ainda preciso reorientar estudos; reavaliar métodos; dar primazia aos eventos certos; estudar mais ainda; reler os clássicos; tomar um banho mais demorado; cantar mais; dar mais amor a quem me ama; e  mais importante:  DAR UM CHUTE BEM FORTE NO TRASEIRO DA DERROTA!  

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