DA IDENTIDADE
20/07/2009
O vento frio e coisas com carinho; também um pouco de saudades e cucuz da mamãe
26/08/2009

Deuses Furiosos

Ele descansou sobre a rocha ainda com as asas feridas. O sangue vertia vermelho por entre as asas. Apoiou-se numa das pernas e impulsionou o corpo para cima. Voou mais uma vez.

As asas de Cassius batiam sem parar e ele parecia pairar sobre o ar. Jacinto alcançou-o de um só impulso e seu corpo musculoso atingiu Cassius violentamente.

Os dois se abraçaram e permaneceram no ar por alguns minutos. As asas de Jacinto eram menores e a envergadura das de Cassius imobilizaram os movimentos de Jacinto.  O abraço não podia ser desfeito, enquanto os dois caíam numa velocidade absurda. Os corpos pareciam apenas um, mas o corpo de Jacinto se vertia em dor e sangue.  Sua mente apagava lentamente e não podia mais controlar seus poderes a dor diminuía, ao mesmo tempo em que as asas encurtavam e sumiam nas suas costas.

Cassius soltou-o de encontro ao mar. Jacinto afundava ainda desmaiado enquanto o outro fazia o caminho de volta. Suas asas faziam sombras sobre as águas revoltas do mar.

As guelras começaram a apareceram espontaneamente e Jacinto gradualmente conseguia se mover…

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