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Encontro com Martha Medeiros

Sabia que o encontro com os escritores promovido pelo CCBB seria no dia 07 de julho. Estava ainda em dúvida, mas acabei me dirigindo para o setor de clubes sul. Sorte minha. Cheguei a tempo. Peguei minha senha e fiquei a esperar a liberação para a entrada. Olhando por sobre a fileira de pessoas, observei que a maioria delas eram mulheres. Todas leitoras assíduas de Martha; todas falando das crônicas, dos livros, de Doidas e Santas. Ali tava cheio dessas últimas.

Então, entrei e me posicionei o mais perto do microfone. Eu ia fazer muitas perguntas. Não é todo dia que você encontra um escritor famoso falando como se estivesse na sala de sua casa. E lá estavam elas. Kássia Kiss roubou a cena- devo confessar- lendo crônicas da escritora que ficou com aquele olhar perdido no som das palavras que escrevera. Era mágico vê-la pensando no que tinha escrito e como tudo era cheio de comicidade.  E as duas interagiam nessa perfeita sintonia de escritor e ator, apesar de Kássia ter dito que não ia interpretar- fato que ela não se apercebeu. Sorte nossa, sorte minha.

Apesar de sua falta de preparo como palestrante confessa, Martha – pelo menos pra mim- causou grande interesse por revelar como se deu todo o processo de formação de escritora. Fiquei feliz de saber que temos as mesmas origens. A poesia foi passo incial. lembrei-me de quando ela falou de enviar seus manuscritos para um editor e recebeu um sonoro e sincero não; e isso me fez lembrar quando enviei a primeira carta para João Silvério Trevisan, que não me respondeu, nem com um não. Mas ela continuou fazendo novas poesias e sempre insistindo no segundo, terceiro, quarto, contatos. Até que teve seu livro publicado.

Foi tão bacana reconhcer nela aquele protótipo insipiente de escritor em mim. Falta-me apenas a oportunidade e é isso que me deixou mais feliz, saber que se pode conseguir as coisas por insistência da alma; assim como fez Martha. E o que me deixou ainda mais feliz, foi o fato de ela viver do mister de escritora. Que fascinante. Que vontade de abraçá-la e sentir um pouco dessa maneira de viver a vida.

Foi como se fosse um grande papo com uma grande amiga. A intenção do curador das reuniões foi muito feliz. E estou agendando para o próximo mês um novo encontro com um escritor e sentir bem perto essa vibração que emana desses homens e mulheres que vivem da imaginação. Não posso perder os próximos encontros e ver, também, nos olhos dos ecritores e dos atores a grande magia da literatura.

Enfim, esse primeiro contato com Martha Medeiros foi quase epifânico. Vi-me sentado ali, conversando sobre literatura; minhas crônicas pessoais e meus livros internos espalhados e discutidos por uma legião de pessoas com propósitos semelhantes. Assim, como se todos estivessem na sala de minha casa, numa grande tertúlia.

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