O Nosso Lar
14/10/2010
AMOR MORTAL
21/10/2010

COMER, REZAR e AMAR

          

Mais uma vez a questão da identificação. E aí fico a pensar se existe uma compensação ou demérito. No entanto, eu gostei COMER, REZAR e AMAR. Se não fosse Julia Roberts no papel principal, ou seja, uma mulher, eu me encontraria mais facilmente na conjuntura de seus mesmos problemas existenciais.

Por várias vezes me vi na reconstrução das histórias vividas pela escritora Liz Gilbert, ou Liss para o guru espiritual Ketut. E a imersão nessa viagem interna que ela desejava promover se coaduna com meu status atual. Uma verdadeira crise existencial de monta igualável aos dramas sofridos pela alma da escritora. E tinha de se uma escritora, que não vê com pouca dor o lamento próprio; penetra na vastidão de questões existências e revela a necessidade de uma cura.

            COMER, REZAR e AMAR é um filme de autoajuda, mas também um filme que apela para o ideário do divino. E não poderia ser diferente já que o tripé da filosofia da autora. Mas como em outros livros, tais como a CABANA, CONVERSAS COM DEUS, essa menção da religião, do valor identitário e redentor do divino, é mola mestra para o sucesso da película e do livro comentado.

           Além das imagens que remontam aspectos importantes da tríade filosófica, o livro- ou o filme- possuem mensagens já batidas e reconhecidas pelos leitores da Literatura de Paulo Coelho e afins. Mas é sempre bom, especialmente quando se trata de identificação, ouvir algumas palavras de recomforto- mesmo que momentâneo- para dar um certo sentido a vida atribulada que levamos. É sempre bom parar o ritmo da vida e dar uma versão nova aos acontecimentos que não temos controle imediato. Então damos voz e força para uma experiência de vida que não nossa para experimentar a catarse realizada em nós mesmos.

            Fiquei tocado pelas mensagens que o filme revelou em minha vida. Mas é pra isso que servem os livros e os filmes de autoajuda; servem para delinear os contornos de nossas vidas com um traço mais grosso, reavivando as regiões limítrofes pelas quais começamos ultrapassar.  Assim, COMER, REZAR, AMAR, VIAJAR e TER uma boa conta bancária é um ótimo filme. Pelo menos eu consegui parar um pouco para pensar nos meus valores e repensar o ritmo de vida que estou empreendendo par minha vida. E para finalizar esse comentário, utilizo um jargão, ou clichê, para resumir o filme: “ Não precisamos empreender viagens epifânicas para encontrar nossas respostas. O nosso Deus está dentro de nós mesmos.”

1 Comentário

  1. heddy dayan disse:

    Doce de leite esse artigo, Roberto Muniz Dias realmente acerta ao falar que o livro de Melissa Gilbert é auto ajuda, mas das boas. Me identifiquei muito com as viagens da escritora Gilbert, nesse filme magnificamente representado pela talentosa e charmosa Julia Roberts. Incansáveis paisagens comestíveis, essa historia real é filmada como em um sonho onde a meditação apetece o amor. Lindo artigo, achei o filme 10

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