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Encontrando James Mcsill

Eu e James Mcsill

(Brasília 23 de outubro de 2010, CULTURA, Casa Park)

A mansidão no falar e o olhar sorridente, de longe não anunciam a grandeza do escritor James Mcsill.  As palavras saem fáceis e as ideias claramente se fundem ao pensamento exposto. Foi assim que observei o consultor palestrante que diante da gente parecia contar a estória de um enredo que mistura comédia, drama e peripécias humanas. Isso sem se esquecer de toda sua técnica empregada para falar dos assuntos que permeiam e adentram a arte de escrever um livro.

A palestra correu leve e com a participação ativa da platéia. Assuntos como: escrever por vaidade; escrever para si mesmo; talento; foram os assuntos debatidos com Ênfase pelo palestrante. E a cada slide, ia se desvendando esse mundo de sonhos da empreitada do escritor. E assim Mcsill ia conduzindo o interessante colóquio. Eu mesmo fui um dos entusiastas e acabei ganhado a atenção de Mcsill que perguntara sobre o quê eu escrevia. Incontinenti, falei que escrevia ficção. Mas tudo ali se dava sob a perspectiva da ficção. Então ele me pediu que falasse de meu livro, foi quando ele atestou que se tratava de uma estória para distrair. Que no mundo da ficção existem uma gama de livros market-oriented que, de certa forma, seleciona seus próprios leitores.

Interlúdio de James Mcsill

Mas de volta ao James; o engraçado, ou interessante é que ele está saindo dos bastidores como grande agenciador de carreiras, voltou-se para seu mister inicial. O resultado é seu livro Interlúdio- o qual adquiri copia autografada- que representa o talento por detrás da técnica. E o interessante, como ia dizendo, é que tanto Interlúdio como meu livro de estréia tematizam assuntos correlatos: paixões proibidas. E Mcsill aprofunda ainda mais a complexidade desse assunto enveredando pela questão religiosa, cutucando assuntos considerados claúsulas pétreas dentro do dogma religioso. Alguns amores são proibidos. Mas existem categorias de amor que se sobrepõe a outro de forma a justificar uma irracionalidade? Será que nesse caminho existe um meio termo, onde religião e preconceito andam juntos? Eu ainda não li INTERLÚDIO, mas estou curioso para esse processo de descoberta. A capa me intrigou também. Onde cabe aquela espécie de anzol e o golden-fish? E a impressão da mão em revelo estilizado, que quer dizer? Essas e outras respostas vou ficar devendo, a não ser que o James se antecipe na resolução.

É sempre bom esse intercâmbio entre pessoas mais experientes e ter a oportunidade de, a cada um deles, sair com a sensação de ganho.

 

2 Comentários

  1. James McSill disse:

    Obrigado!
    A documentacao que gerou o livro esta no site: http://www.interludio.org
    Abs
    Jamie

  2. Jason disse:

    Virei fã!

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