O lado vazio de um banco e outros pensamentos

Acho que agora it’s over, baby!
02/07/2011
O escuro ou o novo?
04/07/2011

O lado vazio de um banco e outros pensamentos

 

Tudo, às vezes, parece vida que se move como o vento; dunas; pássaros ou o passar dos dias…Mas nem tudo é tão móvel quanto parece. Pode ser pedra; pode ser uma memória; a perda de alguma coisa. E tudo isso pode acontecer agora ou depois. Vai depender se a gente deixa isso ser móvel ou petrificado por dentro.

Invariavelmente, paragens e poeiras de nossas experiências sensoriais têm a ver com a vida, com o vento, com a pedra, com a perda e com o passar dos dias. Depende, sempre, do que queremos ser.

Hoje sou pedra amarrada – um mecanismo para o suicídio; posso ser a pedra do estilingue de Davi; posso ser a pedra fundamental de uma construção. Posso ser um pouco além, o vento de uma bandeira de paz; posso ser o sopro de mais uma velinha; posso ser o último suspiro. Ou ainda, se quiser, posso ser um último registro; posso ser uma lembrança de alguém…ou posso ser a última esperança.

4 Comentários

  1. Você será sempre uma esperança. Acredite!

  2. Oh! Que carinhoso Giselle! Mas se você soubesse que, nada verdade, você é que é minha grande e derradeira esperança!

  3. tiagosoraggi disse:

    Sou pesado, sou imóvel! Lembro-me de Virginia Woof com suas enigmáticas pedras no bolso. Penso se sou peso na vida de alguém, nos bolsos de alguém. Tenho esperança! Será que peso alguém de voar? É estranho, mas, não sei explicar, o fato de eu ter sido o registro mais profundo talvez guardado em uma gaveta da indiferença, talvez eu seja a pedra que impede esse registro de voar, deitando-me sobre as lembranças,mantendo ela dentro dessa gaveta, indiferente, mas existente. Será que posso chamar isso de esperança?

  4. Há sempre o momento para a descoberta. Alguém pode abrir tua gaveta e te descobrir historicamente relevante. Uma nova versão, um novo olhar, um novo amor, quiçá! Tudo é possível quando deixamos entreaberta a gaveta das possibilidades. E se podemos ser revisitados com esse novo olhar, essa nova paixão somos esperanças em si e possibilidades plausíveis, mais próximas ao alcance da mão. Esperança tem a ver com pedras rolantes, não paradas e não pesadas. Peso somente para as folhas de nossos registros para que não voem muito alto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *