Um beijo com adeus
17/09/2011
XIII CONGRESSO DE ESTUDOS LITERÁRIOS. VITÓRIA/ES, OUTUBRO 2011
13/10/2011

ESTRELA CADENTE

Ninguém me disse que hoje eu perderia tudo. Que a estrela cadente seria meu último pedido e não o primeiro por tê-la reconhecida. O pedido foi particular. Cabeça levemente inclinada quase se encostando ao peito. O pensamento positivo. Foi o que me pediram para sempre fazer. O que faço agora? Que pedido faço a uma estrela humana, feita de ferros e tecnologia?

Não passo de uma expectativa de um sonho que pode acabar. Se cair tudo que inventamos, cai sonhos e cai satélites humanos. O sonho do homem que vira poeira no céu lá de cima, de fora de nosso alcance táctil.  Eu sonhava com outros planetas, outras órbitas, outras estrelas.

E agora me vejo olhando pro céu numa perturbação de quem tem a alma roubada, o teto de vidro ou o relento como casa. Mas dizem que a proporção é mínima, numa estatística que assusta só por existir. Olhem pro céu hoje à noite, diz o noticiário.

Estou de prontidão, olhando para minhas mãos, para meu céu de todo dia. O sol que nasceu hoje já me disse que seria diferente, que seria um dia de sol. Mas o que a lua pode trazer? O que pode ser visto num horizonte corrompido por sonhos metálicos?

Hoje o dia amanheceu!

2 Comentários

  1. Dan Porto disse:

    É sempre calmo lê-lo.
    Bela reflexão.

  2. Brunno disse:

    E amanhecerão muitos outros, oxalá. Que as estrelas permaneçam no céu, lugar de onde povoam nosso imaginário.
    Abraço. Saudades.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *