XIII CONGRESSO DE ESTUDOS LITERÁRIOS. VITÓRIA/ES, OUTUBRO 2011
13/10/2011
Desabafo de um amigo intimo!
20/10/2011

O que te encanta?

Eu quis a verdade, eis que me vi chato. Minha régua de procusto, meu medo de perder, minha chance com o nada.

Tudo parece meio isso, meio aquilo. As coisas se assentam numa prateleira escondida, e tudo te parece meio esquisito.

Então te conduzem a porta e você não sabe se que sair, não sabe se a saída é de vez ou  inventada.

Passa a pensar em si como nunca antes pensara e sua saída parece mais como morte anunciada!

Não querem mais teu cheiro, teu valor, tua razão. Te deixam sozinho porque não entendem que o erro faz parte da perfeição.  Não a minha, mas de um conjunto bem maior.

Perdes o senso de territorialidade porque eis que teu terreno é paixão e não o solo, ficas aéreo a pensar no que é verdadeiramente casa!

Ele pega seu braço, quer te mostrar o caminho de casa. Não te deixas sozinho, mas apaga os beijos em teu rosto, vez em quando a lágrima corre. Leva neste ato o que foi  e o que está acontecendo. Tu te perguntas bem baixinho:

_ O que posso fazer meu amor?

Tu te entregas a um choro copioso, soluços,  ao canto molhado da chuva que percorre teu peito agora. O que podes fazer é mais uma vez entender que é fraqueza quando não argumentas com a razão. Então vem as desculpas – que ninguém quer saber de quem – quer apenas ouvi-las. Que adianta o tempo nisso tudo, se ele passa sempre como prova dos insucessos?

_ Não te prendas, não te subjugues, não te entregues fácil assim _,  eis que teus amigos te aconselham dessa forma.

De novo, perdes o chão onde sabias andar, onde sabias dizer o que és teu. Agora te cobras o peso de Atlas, o fardo de Sísifo, dos retrocessos. 

– O que mais me falta? perguntas olhando para os pés no chão!

Queres voar para longe agarrado nas mãos da razão, sobrevoando os descrentes de tua felicidade, eis que eles te querem mais chão. Mas o voo é catártico, não voas por contemplação. Asas de cera não! O peso de um homem comum, também não!

 O que me resta? te perguntas com os pés levemente levantados da terra.

Sobrevoa ainda o que é casa, mas deixa de lado a noção do amor. Carregas contigo o segredo do que poderia ser dividido, mas preferes te encantar ainda com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã. Consegues ainda te encantar com o amanhã.  

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