Diário de Bordo: Encontro com gente de verdade!
27/02/2012
Vigor de um desejo
03/05/2012

Por vários abraços

Texto inspirado despropositadamente e magicamente inspirado em Giselle Jacques:

http://mentecatartica.blogspot.com.br/2012/03/por-um-abraco.html

Às vezes o medo vem como forma de carinho. Aproxima-se, afaga, diz-se amigo. Enquanto isso, vou caindo no seu jogo de sedução, embora saiba que é puro interesse. Medo não pode combinar como algo benfeitor. Ou pode?

Sigo acreditando no amor, sobretudo naquele que eu inventei. Mas ainda claudico nessas assunções que faço sobre o meu gostar. Hesito muitas vezes entre o que é fiel e o que errado. Destaco minha insegurança para com o tempo. Os amigos estão indo. E o que resta é a salvação ainda naquilo que me sustenta.

Preciso de um tempo para mim mesmo, como se brincasse de brincar comigo mesmo. Parar para pensar no futuro, não como meta, mas como certeza. Ainda tenho a Literatura como foco. Resta-me poucos dias porque o mestrado termina este ano. E este ano termina os prazos estabelecidos no início do ano.

Tem muita coisa ainda, especialmente aquelas que não sei. E que quando surgem, aparecem nas mais diversas e insólitas formas. Talvez aqui resida um certo sentido para uma normalidade que sempre queremos cumprir.

De novo preciso explicitar que não é tristeza, é fase. E como tal passa como no vídeo-game. Mas minhas vidas são gastas a cada adeus, a cada beijo e a cada palavra que escrevo. Espero ter muitas vidas e superar essas fases com bônus, para poder gastar pelo resto de tempo que me resta.

Desnecessário dizer que este espaço aqui é meu sustentáculo para essas manifestações. Sempre que escrevo ganho 10 pontos no jogo da vida. E continuo a escrever como se pudesse viver várias vidas. Até que um dia encontrarei a minha definitiva.

1 Comentário

  1. Se a cada escrever eu ganhar 10 pontos na vida então tá explicado por que ainda estou por aqui… risos… mas é verdade que , ao criar, ganhamos no Viver e ampliamos a sua dimensão, cada vez mais.
    Acho que tememos, também, coisas boas. Seres imóveis e pálidos que somos, fugimos em silêncio para os nossos cantos escuros. Algum poeta já disse sobre a coragém que é amar e outro já falou que amar é morrer. E, sábios, os franceses são, quando chamam o orgasmo – que não é amor! … ou será que é? – de “pequena morte” …lapetitmort…

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