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Raroquerer Haraquiri

RAROQUERER HARAQUIRI

 

Germano, um escritor em crise, em seu isolamento artístico, simula um ritual metafórico de haraquiri. O teor de seu trabalho é resumido numa conversa consigo mesmo. O espaço se dá entre a coragem de ser expor e a covardia de finalizar seu trabalho. Mas poeticamente ele vai construindo sua memória afetiva do passado e a tentativa de encontrar o seu melhor texto. O que parece morte ou suicídio de um artista e sua obra, acabando redundando na reinvenção catártica do ser.


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Apresentação7


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A proposta é de apresentação de um monólogo intimista, mas que adentra a magia do processo criativo de um escritor em busca de seu melhor texto. Para isso, vai à sua infância, procurando pela parte mais ingênua e mais sincera. Então, nesta simulação da sua própria vida, vestido de gueixa, Germano vai se desconstruindo perdendo sua ingenuidade e deixando o público sensibilizado pela sua nudez da alma. Neste diálogo direto com suas memórias, ele releva seu melhor texto, enredando a plateia no próprio percurso da sua história, que não deixa de ser qualquer a de qualquer um de nós. Enquanto vai se desmontando, ele vai relatando sua intimidade do relacionamento recém-acabado, a solidão, a relação delicada com o pai. De repente, a gueixa deixa de existir e dá lugar a um ser andrógino que busca uma metáfora de autodesconstrução. Retira a maquiagem da gueixa e se transforma em algo ainda mais disforme. Num momento final, no auge de sua anulação, simulando a ideação de um ritual de haraquiri, ele descobre sua real natureza.

 


TRECHO DA LEITURA DRAMÁTICA


1 Comentário

  1. Luísa Iene Gomes disse:

    Silmara é intensa! Sempre foi. Vendo o seu trabalho, a sua eloquência, o seu talento, sinto uma ponta de vaidade, mas alegria verdadeira, de ter feito parte do seu mundo, num dado momento de sua trajetória. Como professora de Língua Portuguesa, lembro-me da menina viva e sorridente que gostava de ler, de fazer leitura em voz alta, nos exercícios da Língua, que eu propunha. Já ali, os prenúncios da atriz, da Medeia, do Germano que mais tarde pude ver, emocionada, no palco. Lindo trabalho, Silmara! Sou sua fã!

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