no posthumous party   no posthumous party  no posthumous party

Sem festas póstumas

É a grande festa

Que acontece a beira da pscina

E, sem convenções, o bom vinho a mão.

Ainda posso ouvir a música bem alta

E o não-me-entende de pessoas conversando

No posthumous party…

Deve ser este o tema

Mas o tempo mudou

Agora me apraz o púlpito,a mesa, o debate, mas não a missa;

A arte, a poesia, a prosa, atinta fresca…

A pompa, as horas, o público e ainda o bom vinho.

Ainda o tema: no posthumous party

E que venha a música, a poesia, a tinta, a pscina, o vinh, o tema, o púlpito…

E não deve haver a convenção de uma ordema lógica.

 

no posthumous party   no posthumous party  no posthumous party

Certa coisa que urge, se cala, que quer sair de mim

Certa paz atinge minha casa quando junto ao peito da pessoa amada

Mas ainda me falta o controle de minha sofreguidão

Hoje ouvi um clamor interno de uma fúria inominada

De uma história, de uma música, de uma tela…de suave pressão

 

Comigo um interlúdio, um colóquio…

Uma conversa interna de silêncio e medo; talvez receio

Não sei como se dá ; não sei o meio

Tem a ver comigo mesmo, com terceiro olho, com ópio

 

Alguma droga que não sei da sua existência

Alguma imagem, um som, uma rima; não sei o que me dá.

Em mim reside uma dúvida meio clara, quase lúcida.

Tudo quase carente de uma insistência.

 

È quase uma ópera, uma mágica, um palco, um picadeiro de circo.

È ainda um grito em mim, um silêncio, uma dádiva…

Ao alcance da mão, da razão, dos olhos , do tato…um círculo.

 

Ainda grita , canta mas não consigo alimentar isso.

Salta, oprime, insulta, bate, mas não pode sair…

Que é isso?

Deixo que se irrite, que grite , que me impulsione… que saia de mim